Postado em 13/03/2019 00:00

Conheça mais sobre a diferença entre aterro sanitário e lixão

 

 

 

Aterro Sanitário: Tratamento de resíduos                                        Lixão: Sem cuidado com meio ambiente

 

Quando se fala em resíduos sólidos no Brasil, um dos erros mais comuns é considerar que os termos ‘lixão’ e ‘aterro sanitário’ são sinônimos. Os dois locais, no entanto, possuem estruturas e propósitos diferentes, sendo praticamente antagônicos.É compreensível que esta confusão ocorra em algumas cidades, tendo em vista que os aterros muitas vezes foram instalados nas proximidades de onde antes havia lixões. 

Segundo a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (ABRELPE), o Brasil tem hoje mais de 3.000 lixões, contrariando a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), promulgada em agosto de 2010, que obriga os municípios a desativarem esses vazadouros ilegais e instalar aterros ambientalmente adequados. Segundo o Sindicato Nacional das Empresas de Limpeza Urbana (SELURB), o custo para remediar a poluição causada por esses lixões superaria R$ 730 bilhões nos últimos dez anos.

Sem controle-  Lixões são simples depósitos de lixo sem qualquer cuidado com o solo e o meio ambiente, nem qualquer tipo de controle em relação ao material despejado lá. Ou seja, em um lixão, pode conter até mesmo materiais perigosos para a saúde humana, como descartes hospitalares e industriais. Também é comum a presença de animais como ratos, urubus e porcos, além de outros vetores de doenças, e, por isso mesmo, tendo que ser erradicados.

Até meados do século XX, os Estados Unidos, país mais rico do mundo, possuía quase 20 mil lixões em seu território. Por meio de uma política voltada para enfrentar o problema e que encarou de frente a questão da gestão de resíduos, os americanos conseguiram extinguir os lixões, substituindo-os por mais de 1,4 mil aterros sanitários regionalizados, que recebem os rejeitos de várias cidades.

Engenharia - Aterros sanitários são complexas estruturas planejadas para garantir que os resíduos lá depositados, idealmente depois de passarem por uma triagem, não agridam o meio ambiente. O impacto ambiental é evitado porque o aterro sanitário é concebido, em cada compartimento, para atuar como um instrumento de saneamento básico e proteção. Tem várias premissas. Uma delas é não somente confinar o resíduo, mas constituir vários biorreatores químicos microbiológicos de uma tal forma que as reações de digestão anaeróbica dos resíduos orgânicos façam com que essa matéria orgânica se converta em subprodutos (chorume e biogás) que, dotado de um sistema de drenagem interna de captura desses efluentes, possam enviá-los para todos os tratamentos necessários, além da possibilidade de geração de energia limpa e sustentável. 

Reutilização - Os aterros sanitários possuem um tempo de vida útil para a sua operação. Uma vez que esta capacidade é atingida e, após a estabilização e a consolidação dos processos de biodecomposição e de geração de gases e líquidos, a área pode ser reflorestada e utilizada para outro fim, como um parque de lazer, reintegrando-o à paisagem e ao meio ambiente, mesmo tendo havido toneladas de matéria corretamente acondicionadas no subsolo e tendo passado por um processo sustentável de decomposição, propiciando um correto fechamento do ciclo da matéria e de energia.

Fontes: Selur e Revista TAE 

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