Postado em 20/03/2019 00:00

Representantes de Câmara Setorial da ACP visitam aterro sanitário

 

 

 

Consultoras das áreas de meio ambiente, logística e desenvolvimento sustentável, que representam a Câmara Setorial de Responsabilidade Socioambiental e de Economia Circular da Associação Comercial do Pará (ACP), visitaram o aterro sanitário, conduzido pela Guamá Tratamento de Resíduos, para convidar os gestores da empresa a participarem dos debates técnicos da Câmara, que será lançada nesta quinta-feira (21/3), às 18h30, no salão nobre da ACP.

O gerente operacional da Guamá Tratamento de Resíduos, Bruno Caldas, apresentou, entre outros temas, o histórico de implantação do aterro sanitário, os desafios operacionais, o retorno da empresa em tributos para o município de Marituba, os aprendizados com as adversidades por conta do alto índice pluviométrico da região e os investimentos tecnológicos feitos para superar os desafios e rever o projeto tecnológico do empreendimento. “Fizemos mudanças operacionais e investimentos em tecnologias, que somam mais de R$ 60 milhões aplicando as melhores práticas do mercado”, relatou Bruno Caldas.

Questionado pelas consultoras sobre o encerramento das atividades de recebimento de resíduos em 31 de maio, Bruno informou os três fatos determinantes para a empresa tomar a decisão:Preço inadequado, que não cobre os custos da atividade, comprovado em estudos da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE); Inadimplência dos municípios de Belém e Ananindeua, atualmente no total de R$ 11,9 milhões, e Falta de autorização em tempo hábil para realizar as obras necessárias para ampliação da capacidade de recebimento de resíduos. “Por estas razões, optamos por encerrar as atividades de recebimento de resíduos no dia 31 de maio deste ano, frisando que a empresa cumprirá com todas as obrigações legais e ambientais do pós-fechamento. Esperamos também que os debates na busca da solução para destinação final envolvam um modelo regional, que será mais viável economicamente para os municípios”, comentou".    

 Tecnologia - O gerente operacional também esclareceu as dúvidas técnicas sobre o empreendimento, reforçando que a tecnologia aterro sanitário é a mais aplicada na solução para destinação final de resíduos. “O aterro sanitário está sempre presente em modelos de vários países, mesmo que combinado com outras soluções como coleta seletiva/reciclagem, incineração e compostagem.  Um dos diferenciais são as diversas camadas de impermeabilização, que garantem maior proteção dos resíduos e minimizam odores”, comentou Bruno.

Socioambiental - Bruno também apresentou os investimentos socioambientais da empresa, falou sobre as ações de relacionamento com a comunidade e com as universidades, citando o Programa de Parceria Cidadã com a Sociedade, que inclui ações de voluntariado, intercâmbio de conhecimento técnico com os cursos de graduação e pós-graduação de universidades como a UFPA, Estácio e Unama; patrocínio a talentos do esporte da academia Dago Fight, de Marituba, e do projeto social de arte-educação Uirapuru mirim, que incentiva o aproveitamento de materiais recicláveis de maneira criativa, envolvendo filhos de colaboradores da Guamá,  Acarema e comunidade do município.

Visita – Em seguida, a consultoras participaram de visita técnica à planta do aterro sanitário, conheceram a operação, como são aplicadas as tecnologias e como opera a cooperativa de catadores que tem base no empreendimento. Na ocasião, Bruno também apresentou uma maquete do aterro sanitário e amostras do chorume tratado, por meio da tecnologia de osmose reversa, que, após o tratamento, é reaproveitado para umidificar o solo do aterro sanitário.

Impressões – As consultoras tiveram avaliação positiva sobre o empreendimento. Para a coordenadora da Câmara Setorial, Sônia Gama, foi uma oportunidade para conhecer em detalhes como é o processo de implantação, os desafios superados e a complexidade da operação de um aterro sanitário. “Precisamos ampliar as discussões sobre temas como corresponsabilidade dos grandes geradores na destinação final e compartilhar a experiência do aterro sanitário, que é pioneira na região, num dos encontros da Câmara Setorial”, declarou.

A diretora de logística Renata Quemel considerou uma relevante troca de conhecimento técnico. “Além de conhecer os desafios de implantação e da estrutura operacional, compreendemos melhor temas transversais sobre a gestão, gerenciamento e tratamento de resíduos, incluindo a corresponsabilidade das empresas e da sociedade”, comentou.

Para a diretora ambiental Sabrina Lima, é preciso garantir que aterros sanitários como o que opera em Marituba, tenham maior tempo de vida útil, sensibilizando a sociedade para coleta seletiva e a reciclagem, reduzindo o número de resíduos no descarte final. “Precisamos fortalecer a discussão sobre a responsabilidade compartilhada. Envolver empresas, sociedade, prefeituras, justiça e Ministério Público”, concluiu. 

Comentários 0