Postado em 07/10/2019 00:00

Projeto Círio Sustentável une voluntários pela coleta seletiva durante o Círio

 

 

Para contribuir a ampliar a coleta seletiva durante a Trasladação e o Círio de Nazaré mais de 70 voluntários de empresas, ONGs, universidades e sociedade civil organizada  estão somando forças para realizar o projeto Círio Sustentável, que tem duas frentes educacionais: a primeira voltada à capacitação de catadores de resíduos recicláveis e a segunda à educação ambiental durante as duas procissões que reúnem mais de 2 milhões de pessoas durante este período. “Quando participamos do Círio, ano passado, percebemos que havia uma grande quantidade de recicláveis que ainda ficava espalhada para ser coletada nas ruas, e essa constatação estimulou a gente a pensar num projeto piloto junto as cooperativas de catadores para a edição deste ano. Assim nasceu o Círio Sustentável, que esperamos que seja uma experiência positiva e que possa ser replicada em outras situações e localidades da Região Metropolitana de Belém, beneficiando a todos," comenta Ana Rita Lopes, representante de responsabilidade social da Guamá Tratamento de Resíduos, que opera o aterro sanitário de Marituba, que recebe resíduos de Ananindeua, Belém e Marituba.

Por meio do Círio Sustentável, mais de 20 catadores de cooperativas que coletam durante o Círio de Nazaré estão sendo capacitados desde esta segunda-feira (07/10) até quarta-feira (09/10) para aprender a produzir Ecoestações de Coleta Seletiva com pallets que foram doados para esta iniciativa. As ecoestações produzidas serão distribuídas nas transversais a cada 500 metros das procissões da Trasladação e do Círio. Além de sinalizações indicando os pontos de coleta seletiva, mais de 70 voluntários de empresas, universidades, ONGs e instituições estarão envolvidos nas ações de conscientização, para garantir que as ecoestações recebam apenas resíduos recicláveis.   

 

 

 

 

 

Para a representante da Associação dos Recicladores de Águas Lindas, Sara Reis, o projeto vai ampliar o conhecimento sobre as oportunidades de reaproveitamento de recicláveis e a coleta seletiva durante a Trasladação e o Círio. “Ficamos muito felizes com esta ação porque vai trazer novos aprendizados de como podemos aproveitar os pallets e poderemos coletar não só nas vias principais como fazemos todos os anos. Agora, teremos como aproveitar os recicláveis das transversais e isso vai aumentar mais nossa arrecadação e renda”, relata.

Para viabilizar o projeto, a Guamá Tratamento de Resíduos reuniu parceiros que já atuam no incentivo à educação ambiental e na capacitação na área de recicláveis como o Instituto Manguezal, que está na gestão operacional do projeto junto à Temple, agência de comunicação e relacionamento, e o Laboratório da Cidade, que está conduzindo a oficina de produção das ecoestações de pallets; além da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), que está cedendo o espaço para as oficinas. 

Para Brenda, diretora de projetos do Instituto Manguezal, é uma satisfação grande participar do projeto porque Belém ainda não tem uma cultura de coleta seletiva consolidada. “O Círio de Nazaré é uma oportunidade muito boa para que a gente possa difundir a cultura de cuidado com a cidade e de refletir sobre os resíduos que a gente produz e o descarte irregular destes resíduos. Também é uma iniciativa de valorização dos catadores, que serão capacitados e vão poder incrementar a renda. Além disso, está gerando uma grande integração e sinergia com voluntários de ONGs, empresas e instituições”. 

Luna Bibas e Isabela Avertano Rocha, do Laboratório da Cidade, vão ministrar a oficina de produção das Ecoestações de Coleta Seletiva, a partir de pallets reutilizáveis. “O projeto tem a ver com o propósito do Laboratório, de incentivar ações cívicas e de valorização da cidade e de cuidar bem do espaço público. A oficina será uma oportunidade para repensar nas formas criativas de aproveitar resíduos como pallets, envolvendo catadores, que estão na linha de frente da coleta seletiva. Também vamos incentivá-los a replicar de forma colaborativa o aprendizado nas redes deles”, comenta Luna.

Para o reitor Marcel Botelho, da UFRA, a parceria com o projeto está alinhada com as iniciativas da universidade, que têm compromisso com o desenvolvimento sustentável da região. “Ficamos felizes em participar desta iniciativa de qualificação profissional e de incentivo à conscientização ambiental, pois são ações que estão dentro dos propósitos da UFRA e somam com a maior festa religiosa da nossa região”, declara o reitor.

O gerente da Guamá Tratamento de Resíduos, Bruno Caldas, comenta que a educação é o pilar principal do Círio Sustentável. “Esse projeto é marcado pela educação: quando capacita os catadores para ampliar sua presença na coleta seletiva do Círio, que também pode ser replicada, posteriormente, em seus bairros; e na educação ambiental dos devotos e visitantes da cidade durante as procissões, quando disponibiliza e sensibiliza essas pessoas para o descarte responsável de resíduos recicláveis”, comenta o gerente da Guamá.

O projeto Círio Sustentável também tem parcerias do Instituto Federal do Pará, Gemas-UFPA, Geamaz-UFPA, AnasConsul Ambiental, CataPará, Rede Recicla Pará; apoio da Secretaria Municipal de Saneamento, Prodepa, Awa Online e JK Auto Serviço.

 

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